Esta é a tentativa, assumidamente tida como difícil, de rever, num ambiente autónomo do cenário da época mas propício ao desenrolar de recordações, os momentos possíveis do passado que ainda nos unem.

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Se viver a Academia de Coimbra foi sempre algo de inesquecível, nos anos setenta vivemos um turbulento movimento associativo num momento histórico de características muito peculiares, senão únicas.

Se viver a Academia de Coimbra foi sempre algo de inesquecível, nos anos setenta vivemos um turbulento movimento associativo num momento histórico de características muito peculiares, senão únicas.

Qualquer um de nós sonhou e criou ao longo dessa década tão variada, talvez, demasiadas ilusões.

Tivemos então um conjunto vivências que não mais se repetiram e que, com toda a certeza, não teremos a sorte de poder, de novo, a elas nos entregarmos, ainda que momentaneamente, em qualquer outro patamar sequer similar na nossa restante existência.

Não somos os mesmos, apesar de o sermos, não sendo, porém, definitivamente, os tempos os mesmos. Não desejamos que a História pare. Antes, e exatamente por isso, porque ainda queremos o futuro ─ conscientes que estamos, por aquelas experiências que não olvidamos, da insuperável distância entre aquilo que sonhávamos e o que alcançamos, cada um, no seu pequeno mundo ─ volvidas quase quatro décadas e percorridos já dois terços das nossas idades, aqui fica a possibilidade do reencontro de velhos amigos de aventuras ímpares pela nossa Coimbra de 70.

Uma qualquer tentativa de ensaio de grande vivência coletiva, supostamente num grupo tão alargado, reproduzindo o nosso calor vivencial da época, nos vetustos nossos locais de então, é sonho inviável, contraproducente, e aliás impossível, na diferente Coimbra de hoje.